Ex-modelo
brasileira que namorou o candidato à presidência dos EUA diz que ele
era 'bom de tudo'
Paulo Carvalho
20/09/2008
RIO - "Ele era gostosinho, carinhoso e romântico". Não foi exatamente
nestes termos que o Partido Republicano
apresentou, no mês passado, o senador John McCain como seu candidato
à Presidência dos EUA este ano. Mas é assim que se refere a ele Maria Gracinda Teixeira de
Jesus, que viveu um romance
tórrido com McCain, nos anos 1950, no Rio de Janeiro. A história
dos dois foi contada pelo senador
em seu livro
de memórias "Faith of my fathers" (numa tradução livre,
"A fé de meus pais", de 1999). Nesta sexta-feira, o jornal
"Extra" conversou com a ex-modelo e bailarina em Teresópolis (
assista ao vídeo da entrevista
exclusiva com a ex-modelo
).
Apesar dos 77 anos, Maria Gracinda ainda conserva a vaidade da época em
que foi Rainha
do Comércio do Rio de 1949, com apenas
17 anos, e candidata a Miss
Distrito Federal Universo de 1954. O encontro com McCain aconteceu três anos depois,
em 1957. A modelo costumava almoçar nos navios estrangeiros
que atracavam na Praça Mauá.
Foi num deles, o Vera Cruz, que
ela conheceu o então tenente da
Marinha americana John
Sydney McCain ( veja mais fotos de Maria Gracinda ).
Cadillac azul
Maria Gracinda,
no entanto, preferiu não dar detalhes
da primeira vez em que
os dois se falaram. Em contrapartida,
revelou detalhes do caso entre ela e o hoje senador republicano.
- Eu
tinha um Cadillac Eldorado conversível,
azul turquesa. Pegava o John no navio e saía para passear
com ele. Íamos para a Barra e chegamos a ir
ao meu apartamento,
na Avenida Rui Barbosa, no Flamengo - conta ela.
- Ele
era uma graça, um amor de pessoa. Adorava passear comigo. Chamava ele de John, mas também de meu querido
e meu doce-de-coco.
Ela também contou
passagens picantes do relacionamento com McCain.
- Ele
beijava muito bem. Cheguei ao
ponto de gostar tanto disso que comprei um livro que ensinava a beijar - diz Maria Gracinda, que não
fugiu da pergunta sobre os dois terem
feito sexo ou não:
- O que
você acha? Claro que sim... Ele
não era bom só de beijar, era bom de tudo - completa,
com uma risada.
Apesar de passados mais de 50 anos, a ex-modelo ainda
fala com carinho do relacionamento com o republicano.
- Ele
foi um amor grande. Mas, aí,
viajou e acabou. Senão, poderia estar com ele até
hoje. Só que nossas vidas
eram diferentes, eu era manequim e ele, um militar que viajava muito
- recorda-se ela, com uma ponta de tristeza.
- Nunca
vou esquecê-lo, mas imaginar que
ele ia escrever
um livro e falar de mim, jamais.
Maria Gracinda
já decidiu o que fará, caso
John McCain ganhe a corrida
para a Casa Branca:
- Vou
mandar um telegrama de felicitações, assinado "Seu grande amor
do Brasil".