A eleição
de Barack Obama
Altino Matos
Barack Obama está para a América,
como Vladimir Putin está para a Rússia.
Nesta ordem, pode-se colocar ainda Hugo Chaves, da Venezuela, Lula
da Silva, do Brasil, e
Nikolas Sarkozy, da França.
Todos correspondem linearmente à máxima: os signos comandam
e orientam a vida.
Os fundamentos
de comunicação são bastante claros para elucidar o quadro da actuação
de cada um deles, enquanto factores de interactividade política. É possível ver um signo na
figura de cada um dos actores, a partir da postura, da
forma de vestir, da ideologia, da visão
e da inteligência.
Estes elementos, tão simples aos nossos olhos, acabam
por determinar a importância dos signos em referência. Ou seja, são
estes elementos
que permitem descortinar a excelência de Obama,
Putin, Chaves, Lula e de Sarkozi.
A percepção
tem lugar no campo da espiritualidade, onde, através da telepatia,
cada um de nós reage aos impulsos
contidos nas mensagens, depois de sermos tocados no nosso âmago.
E os
nossos signos, embora tenham emergido
de lugares e Estados diferentes, ambos têm um ponto em
comum: a preocupação com o equilíbrio político mundial, numa altura
em que os
Estados Unidos da América experimentam
uma série de dificuldades.
No capítulo
interno, América atravessa uma das maiores crises financeira de sempre e, nos próximos
tempos, vai se ver abraço com uma crise económica, decorrente desta situação.
Dado o seu
papel no globo, os problemas americanos
afectaram os principais mercados mundiais. A Europa, a Ásia e a América
continentes viram-se mal parados, fruto do que está acontecer
nos Estados Unidos.
A máquina
americana de comunicação, umas das maiores do universo, rápido se apercebeu de que era necessário fazer-se algo substancial e consistente para salvar os Estados
Unidos, considerando o desgaste da sua
imagem, que começou principalmente com a guerra no Afeganistão, no Iraque e no Médio Oriente.
A estratégia tinha que vir
dos democratas, mas não devia se assentar
unicamente nas palavras, pois era fundamental encontrar um rosto que pudesse incorporar
o discurso para dar vida ao
amplo programa. Assim, os tecnocratas
sondaram Barack Obama entre milhares.
A sua
entrada na
corrida à Casa Branca foi feita de maneira
meia distraída, como se nada de fenomenal estivesse a passar, porque, acima de tudo, se precisava do aval do povo. Logo que a população reagiu favoravelmente à candidatura de Obama, o apoio chegou de todos os lados e de maneira
espectacular.
Em poucos dias foram mobilizados milhares de dólares, máquinas e homens, muitos homens. Nada faltou a Obama. Pois tudo
tinha sido calculado ao pormenor.
A chegada à Casa Branca era
somente uma questão de tempo.
E uma
vez eleito presidente dos Estados Unidos, a máquina de comunicação americana
atingiu os seus objectivos. Agora tudo está relançado.
Percebe-se que a imagem da
América no mundo melhorou significativamente, desde anteontem. A jogada é bastante
forte para ser contrariada nos próximos tempos.
Barack Obama representa valores como união,
confiança, estabilidade, progresso, conquista. Enfim tudo que
os Estados Unidos precisam para ultrapassar as dificuldades e manter-se no comando da política
internacional.
Os argumentos
do novo presidente são bem recebidos no quadrante internacional. Barack
Obama prometeu estabelecer uma plataforma para negociar com o Irão, tendo como principal objectivo
resolver o conflito no Médio
Oriente.
Em perspectiva estão ainda agendados
encontros com o Governo cubano, para conferir
um novo espaço político ao seu povo
na arena internacional.
Quanto ao seu rival mais direito, a Rússia, Obama pretende mostra-la um novo caminho, o caminho que deve trilhar
uma potência que se quer afirmar
também no século XXI, como referiu
num dos debates com John McCain, durante a campanha eleitoral.
A poderosa
América tem tudo para continuar a ditar o rumo das ralações políticas e internacional. Com a eleição de Barack Obama os Estados Unidos confirmam que têm
um dos sistemas democráticos
mais funcional do mundo, colocam os negros de uma
vez por todas
no mesmo patamar dos brancos, determinando que não há
mais superioridade a partir das raças, mas sim da
inteligência.
O mundo
vai conhecer nos próximos tempos um novo figurino na
política internacional. E, mais uma vez,
a América adianta-se neste aspecto, o que faz dela uma
nação tão excepcional. Numa única palavra: Poderoso.