EUA precisam arcar com responsabilidades de uma grande nação
por Sônia Qiu
2011-07-28
Já faltam pouco
tempo para o dia 2 de agosto, prazo limite
para os EUA
chegarem a um acordo sobre o aumento do teto da dívida do país. O impasse ainda segue nas negociações entre a Casa Branca e o Congresso sobre o problema. No caso de fracasso de negociações, não apenas a população americana será
afetada, também a economia global se tornará vítima da luta dos políticos norte-americanos. Os EUA devem assumir as responsabilidades de uma potência no que diz respeito
à crise de dívidas.
O presidente
norte-americano, Barack Obama, qualificou
essa crise como "jogo
político perigoso". Porque os EUA ousam
em um jogo perigoso ignorando os interesses de todo o globo? Porque após a guerra
fria, os EUA se tornaram um país de hegemonia global, que se considera "líder" nos assuntos internacionais e alega promover "a paz, a estabilidade
e a prosperidade do mundo".
Porém, a crise financeira com origem em Wall Street não apenas abalou
a posição hegemônica dos EUA, mas também
prejudicou todo o mundo. E o governo
norte-americano não pode escapar de ser culpado disso. O país negligenciou a supervisão financeira. E, mesmo
após a crise, os EUA não
tem coragem de admitir o erro, e nem determinação
para corrgi-lo. Ainda por cima, o país
tentou se esquivar da responsabilidade a pretexto de
"desequilíbrio da economia
mundial". Para estimular
a economia e livrar-se da crise, o governo de Obama tem adotado uma política financeira
deficitária, agravando o déficit do país, que já é colossal. O Federal
Reserve, que é o banco
central do país, promulgou políticas monetárias afrouxada na
primeira e na segunda fases, tentando transferir a crise para outros
países através de "monetização de dívidas". Isso fez com que todo o globo arcasse
com a crise americana.
Diante da recessão de seu poderio, os
EUA não param
de tentar fugir da sua responsabilidade como uma
grande nação. Ao mesmo tempo, eles exigem que
as nações emergentes,
inclusive a China, atuem como "potências com responsabilidade". Assim, eles
tentam constrangir a China para que o país
asiático arque com a crise criada por
eles. A intenção é também conter a abertura do mercado e o comércio equilibrado da China, para assim promover a recuperação econômica dos EUA e a criação de empregos.
Um ditado
chinês diz que as pessoas não podem ficar
sem credibilidade,
porque uma nação entrará recessão
sem crediblidade. Como superpotência, a economia dos EUA tem um grande peso na economia
mundial. E a credibilidade
da dívida dos EUA influencia a confiança do mundo em
relação aos EUA. Portanto, para reconquistar a confiança do mundo, republicanos e democratas precisam chegar a um acordo sobre
as dívidas o quanto antes.
De um ponto de vista de longo prazo, para ser uma potência com responsabilidade, os EUA devem acelerar
a transformação econômica e
reforçar a responsabilidade
fianceira.
Além
disso, devem empenhar-se no
aumento de impostos, no corte de despesas e no aumento de depósitos. Isso, porém, pode
mudar radicalmente o atual modelo de consumo e o modo de vida do Estado e da população. Além disso, os políticos americanos
precisam reconsiderar os defeitos do modelo de sistema democrático norte-americano.